INEM regista máximo histórico de chamadas atendidas em 2025

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atendeu mais de 1,6 milhões de chamadas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes, no ano passado, registando um máximo histórico.

Inês Moreira Santos - RTP /
João Marques - RTP

Em comunicado, o INEM anunciou que em 2025 teve um máximo histórico de chamadas de emergências atendidas. Superando os valores dos anos anteriores, foram atendidas 1.656.891 chamadas urgentes.

“As chamadas recebidas referem-se maioritariamente a situações de trauma (246 267), outros problemas clínicos (220 261), alterações do estado de consciência (195 318) e dispneia (158 600), refletindo a diversidade e complexidade das ocorrências avaliadas diariamente pelas equipas do CODU”, explicita a organização de emergência médica.

Em todas estas situações, os profissionais procederam a uma “avaliação clínica, prestaram o aconselhamento adequado e acionaram, sempre que necessário, os meios de emergência médica pré-hospitalar mais ajustados à situação clínica das vítimas”.

O INEM adianta que dessas, quase 110 mil chamadas, após a triagem, não representavam situações de “emergência médica” e foram encaminhadas para a Linha SNS24. “O INEM reforça que o 112 deve ser utilizado apenas em emergências, isto é, quando exista perigo de vida iminente”, salienta o instituto no mesmo comunicado, recordando que é necessária a “colaboração dos cidadãos” para garantir uma “resposta rápida e eficaz a quem mais precisa, já que a utilização do 112 para situações não emergentes pode condicionar a disponibilidade imediata das linhas e dos meios de socorro, com impacto na resposta a ocorrências prioritárias”.

As chamadas efetuadas, recorda o INEM, para o “Número Europeu de Emergência – 112 são atendidas em primeira linha nos Centros Operacionais 112, geridos pelas Forças de Segurança, sendo posteriormente encaminhadas para os CODU do INEM caso as situações reportadas estejam relacionadas com a área da saúde”. E é às centrais médicas do INEM que compete “a triagem, avaliação e decisão sobre os recursos a mobilizar em cada ocorrência”.

Comunicado que surge uma semana depois da polémica indisponibilidade de viaturas de emergência médica e da morte de três pessoas enquanto aguardavam por socorro.
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